O que orienta minha prática
Atualizado: 21 de set.
Formar comunicadores significa ampliar a capacidade dos sujeitos de contar suas próprias histórias, expressar suas perspectivas e disputar os imaginários que historicamente foram construídos sobre seus territórios e suas comunidades.
Minha trajetória profissional enquanto educadora social e comunicadora popular é marcada pelo diálogo entre diferentes campos de conhecimento e pela busca constante de articulação entre teoria e prática. Minha base pedagógica se ancora na educação popular, especialmente a partir das contribuições de Paulo Freire, que me orientam a compreender a educação como uma prática de liberdade. Isso significa que não trabalho a partir de uma lógica vertical de transmissão de conteúdos, mas da construção coletiva do conhecimento, na qual a escuta, o diálogo e as experiências dos participantes ocupam uma posição central.
No campo da comunicação, essa perspectiva se amplia ao me aproximar das tradições da comunicação popular, que compreende a comunicação não apenas como ferramenta técnica, mas como um direito e um meio pelo qual sujeitos podem se expressar, disputar narrativas e participar ativamente da vida social e política. Comunicar, nesse horizonte é produzir sentidos sobre o mundo e tensionar as formas como esses sentidos são historicamente organizados. Essa compreensão desloca a comunicação de um lugar funcional para um lugar político, no qual o direito de narrar e ser narrado se torna central.
É nesse ponto que minha atuação se consolida. Se, no início, minha inquietação estava em torno do “quem fala”, hoje ela se expande para o “como criar processos e experiências formativas para que mais pessoas possam falar, e principalmente ser ouvidas”. São nesses deslocamentos que encontro o sentido mais potente da minha prática na formação de comunicadores: Formar sujeitos capazes de compreender, questionar e transformar as narrativas que circulam sobre o mundo.
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